Publicações

A diretoria da ASLI têm o prazer em divulgar as obras e trabalhos publicados pelos colegas liturgistas, a fim de partilharmos à riqueza com que apresentamos o Mistério de Cristo.

Desde já, agradecemos as contribuições e indicações que estão chegando dos colegas.

Autores:
Frei Alberto Bechkauser
Antonio Francisco Lelo
Pe Gregório Lutz
Ione Buyst – O Segredo dos Ritos
Frei José Ariovaldo da Silva
Marcelo Guimarães
Maria de Lourdes Zavarez
Penha Carpanedo
Pe Valeriano dos S. Costa
Frei Joaquim Fonseca
Monsenhor João Alves Guedes

Vejam suas obras abaixo:

Novo livro do Pe. Jacques Trudel, SJ

 

Recebemos do Pe. Jacques Trudel, SJ, membro fundador da ASLI, este comunicado sobre a sua mais recente publicação, que aqui apresentamos com pequenos recortes. Parabéns para Pe. Jacques e boa leitura para todos.

 

A editora PAULUS acabou de publicar em outubro um livro meu: HOMILIA, Formação e arte de comunicar”.  São 7 capítulos e 154 p. fruto do meu ensino em particular como Professor de Teologia na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) onde  dei várias vezes a disciplina “Homilética” […] e do Congresso de Belém, onde fui convidado pela ASLI a desenvolver o tema de “Homilia e Arte de Comunicar” […].

Destinatários do livro: […] estudantes de teologia, padres, diáconos permanentes; mas também, os numerosos leigos/ leigas que atuam em Celebrações da Palavra assumindo uma “pregação” litúrgica. […].

O Conteúdo do Livro:  O primeiro capítulo reúne num mesmo lugar os próprios textos dos Documentos da Igreja sobre a homilia: do Vaticano II até Papa Francisco nas belas páginas sobre a homilia na “Alegria do Evangelho”.  Documentação, portanto, atualizada e preciosa para aprofundar o que é a homilia para a Igreja. Os capítulos seguintes procuram ajudar na Arte de comunicar: 2º – O processo da comunicação em geral; 3º – Liturgia e comunicação; 4º – Os destinatários das homilias: o que esperam e as finalidades da homilia; 5º – A pessoa do homiliasta na sua missão; 6º – Como preparar a homilia; 7º – capítulo examina a Arte do Papa Francisco de fazer homilias que tocam o coração.

Agradeço ao Pe. Baronto de São Paulo que, passando em Recife, viu a diagramação do livro destinado a ser um E-book e sugeriu a publicação pela Paulus.  Agradeço a colaboração do excelente fotógrafo Paulo Maia, funcionário da UNICAP, que preparou a bonita capa com foto tirada na Capela da Universidade.

Agradeço a divulgação nas Dioceses, Casas de formação, Paróquias caso seja julgado útil.

 

Pe. Jacques Trudel s.j.

Obs. O site da PAULUS  http://www.paulus.com.br/loja/homilia-formacao-e-arte-de-comunicar_p_4076.html  indica o Preço: R$20,00 com desconto de lançamento.

NOBRE SIMPLICIDADE DA LITURGIA

Faculdade Católica de Santa Catarina,

Pe. Vitor Galdino Feller.

 

 

Apresentamos coletânea de artigos em homenagem ao sócio-fundador da ASLI, Pe. Valter Goedert.

Foi publicado ,pela Faculdade Católica de Santa Catarina. O organizador da obra é pe. Vitor Galdino Feller, Diretor.

A Diretoria da ASLI com muito prazer, também registrou neste livro a sua homenagem e reconhecimento ao seu associado Pe. Valter.

Pedidos:  www.facasc.edu.br

 

 

SÁBADO DE ALELUIA?

História de um nome equivocado

Semana santa. No sábado próximo, preste atenção no noticiário veiculado pela grande mídia. Com certeza você vai ouvir notícias relativas ao “sábado de aleluia” (sic), dentre as quais se destacam as brincadeiras populares dos “Judas” enforcados… “Sábado de aleluia” é o nome que costumam dar este dia. No entanto, em nenhum documento oficial da Igreja católica existe a expressão “sábado de aleluia”. Daí vem a pergunta: Por que ainda se insiste no uso de tal expressão? De onde vem “sábado de aleluia”?

Os cristãos, desde suas mais remontas origens, celebram a Páscoa (paixão, morte e ressurreição de Jesus) uma vez por semana. O domingo é o dia semanal da Páscoa dos cristãos.

A partir do século II, as Igrejas cristãs passaram a celebrar a Páscoa também uma vez por ano, então com um destaque todo especial, a saber, mediante um tríduo sagrado, isto é, em três dias sucessivos:

No 1o dia (sexta-feira, cujo início já se dá a partir do anoitecer da quinta-feira), celebram todo o sofrimento do Senhor e sua morte na cruz.

No 2o dia (sábado, cujo início já se dá a partir ao anoitecer da sexta-feira), celebram o mistério do corpo do Senhor na sepultura, sua presença na região dos mortos.

No 3o dia (domingo, cujo início já se dá ao anoitecer de sábado), celebram a ressurreição do Senhor dentre os mortos, mediante uma solene vigília pascal.

O sábado, portanto, segundo dia do tríduo pascal – que a Igreja chama de “sábado santo” –, celebra o repouso de Jesus no sepulcro, bem como sua descida ao mundo da morte, onde ele anuncia a libertação dos grilhões da morte a todos que esperavam pelo momento em que as portas do céu deviam se abrir, como ensina o apóstolo Pedro (1Pd 3,19-20; 4,6). É um dia de silêncio, de continuação do jejum, de recolhimento na paz e na espera. Sem festa, portanto. Sem “aleluia”! Mas, então, por que chamam esse dia de “sábado de aleluia”?

É que lá pelo século VII, anteciparam a celebração da Vigília pascal da noite do sábado (já início do domingo, portanto!) para às 14h00 do sábado (sábado mesmo!). Posteriormente, a partir do século XVI, vemos a Vigília antecipada para mais cedo ainda, para as 9h00 da manhã do sábado. E veja que coisa estranha! Em plena manhã de sol, em pleno dia, o diácono cantava diante do círio pascal as “maravilhas desta noite santa” (às 9h00 da manhã!)! E em seguida, antes da proclamação do Evangelho, irrompia o solene canto pascal de “aleluia”. Daí que, equivocadamente, a linguagem popular passou a chamar esse dia (sábado santo) de “sábado de aleluia”. Por causa do canto de aleluia da “Vigília” antecipado para manhã do sábado, deturpando assim o mais original e tradicional sentido deste santo dia.

Essa prática vigorou até 1955, quando o papa Pio XII reformou o tríduo pascal e, posteriormente, a reforma do Concílio Vaticano II o confirmou, ou seja: Resgatou-se a Vigília pascal para o sábado santo à noite (=início do domingo), como era o costume dos primeiros séculos. E o sábado todo (da noite de sexta até à noite do dia seguinte) volta a ser considerado como dia da sepultura, dia do silêncio, dia de recolhimento, dia de luto, dia vazio, sem nenhuma celebração litúrgica (com exceção da Oração matutina da Liturgia das Horas) e sem “aleluia”.

Agora, veja que coisa interessante! O sentido original do sábado santo foi oficialmente resgatado, mas o equivocado nome de “sábado de aleluia” continua ainda agarrado no inconsciente coletivo ocidental e verbalizado, sobretudo, por ocasião da semana santa. Até quando?…

 

Bibliografia

ALIAGA, E. O segundo dia do tríduo pascal: o sábado santo. In: BOROBIO D. A celebração na Igreja 3: Ritmos e tempos da celebração. São Paulo: Loyola, p. 110-112.

BERGAMINI, A. Tríduo pascal [V. Sábado santo, segundo dia do tríduo]. In: SARTORE, D. & TRIACCA, A. M. Dicionário de Liturgia. São Paulo: Paulinas, p. 1200.

JOUNEL, P. O sábado santo. In: MARTIMORT, A. G. A Igreja em oração. Introdução à Liturgia IV: A Liturgia e o Tempo. Petrópolis: Vozes, 1992, p. 59-60.

NOCENT, A. O Sábado Santo. In: VV.AA. O ano litúrgico. História. Teologia. Celebração.São Paulo: Paulinas, 1991, p. 108. (Anámnesis 5).

 

Frei José Ariovaldo da Silva, ofm

Teólogo liturgista

12.04.2014

 

 

A música litúrgica como Serviço e Oração na Celebração da Missa

                                                                Monsenhor Guedes

 

“A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da liturgia solene. Ela será mais santa quanto mais intimamente estiver unida à ação litúrgica…” (Cf. Sacrosanctum Concilium, 112)

 

Essa verdade da Igreja trazida pela Constituição sobre a Sagrada Liturgia se explica quando a música for um serviço que possibilite um grande encontro das pessoas com as Pessoas Divinas, entendendo que, na Liturgia, está a maior ação externa que se presta à Trindade Santa.

Cantar a Liturgia, de modo geral, é colocar-se a serviço do Pai, Filho e Espírito Santo através da assembleia reunida convocada pelo próprio Deus. Assim se procedendo, celebra-se, de maneira espetacular, o Mistério Pascal de Cristo.

Quatro são as razões para se cantar a Liturgia: – Celebração da ação de Deus na vida do povo: razão teológica; celebrar o mistério Pascal de Cristo: razão cristológica;  – cantar no Espírito Santo: razão pneumatológica; -cantar com a comunidade em assembleia reunida: razão eclesiológica.

O canto só será fecundo se expressar uma forte experiência de Jesus Cristo, presente e atuante no meio do povo. Para isso acontecer, é preciso que o canto seja uma expressão alta da suavidade da Palavra de Deus, e não pedra de tropeço atrapalhando a ação celebrada. Precisa ser serviço e oração encarnados na ação sagrada.

A verdade sobre o canto não está no seu valor estético e cultural, nem no sucesso popular. Sua graça e santidade não se medem apenas porque todo mundo gosta e aplaude, mas por aquilo que nele se expressa: o canto da ação celebrada, o tempo litúrgico e o próprio mistério que está sendo celebrado quando, principalmente, se celebra a Eucaristia.

Músicos e música precisam se colocar a serviço da assembleia na sagrada celebração da missa e não de indivíduos e tendências. O

primado da assembleia é muito forte e a música é servidora desta assembleia reunida que tem o direito de cantar. Se a música for, de fato, sagrada, conforme determina a Liturgia, será sempre um sinal frutuoso que leva do visível ao invisível, um carisma que contribui para a edificação e santificação da comunidade reunida e a manifestação do mistério da Igreja, Corpo Místico de Cristo.

Cantar bem é cantar o necessário, o que se pode e é certo. O canto acompanha e expressa a ação e a festa celebradas e, se assim não o for, poderá até atrapalhar a ação celebrada.

Cantar a Liturgia da missa é, sobretudo, cantar o rito, conforme se encontra no Missal. O que se tem visto são, às vezes, caricaturas do Glória, do Santo e algum canto longo parecido com o Ato Penitencial ao som altíssimo de instrumentos nas mãos de pessoas, certamente, de boa índole, mas, musicalmente, fraquíssimas. Os cantos que acompanham os ritos de entrada, procissão das ofertas e comunhão não são para embelezarem as ações que estão acontecendo naquele momento, mas para sintonizarem a assembleia no fato celebrado e nas atitudes de uma vida verdadeiramente cristã e eclesial. O salmo já possui sua métrica, seu jeito de ser, seu conteúdo de profunda espiritualidade e é parte essencial do rito da Palavra com o qual Deus fala com seu povo e o povo fala com seu Deus num colóquio de oração que brota do coração humano como necessidade e apelo de resposta. As melodias, pouco inspiradas, a altura exagerada e a repetição desnecessária do refrão em nada ajudam; muito pelo contrário, até atrapalham.

Cada componente de um grupo de música litúrgica deve ser porta-voz de Deus. Sua função não é pegar um instrumento e “animar” a Liturgia. Essa animação santificante, o próprio rito faz com muita elegância, sobretudo, quando o presidente da celebração e os ministros os executam com segurança, clareza e unção. O cantor e o instrumentista devem responder a Deus com um sim exercendo bem seu papel. Afinal,  é um dom que Deus lhes concede.

O músico não se contenta com o mínimo necessário; não suporta mediocridade. É preciso que ele toque e cante bem, esteja sempre atualizado, reze, estude, aprofunde-se, seja obediente, ame e creia no seu trabalho, seja humilde, bem disposto, alegre, saiba ouvir, possua bom ouvido musical, boa voz e bom senso, seja discreto e  faça silêncio, não prolongue o canto desnecessariamente – o som do instrumento nunca pode ultrapassar a voz da assembleia.

O canto que acompanha uma ação perde o sentido, quando essa ação termina. É deselegante fazer o presidente, bispo ou padre e a assembleia ficarem aguardando terminar o canto que já perdeu sua finalidade.

Uma das máximas do canto deve ser a de que a assembleia litúrgica, sujeito da celebração, é convocada por Deus e é expressão sacramental da Igreja e suas “alegrias e esperanças, tristezas e angústias de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem são também as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes, 1).

Parafraseando o prólogo de São João: O Verbo se fez canto e vibra entre nós na elegância e na maestria da música verdadeiramente litúrgica. Que assim seja.

 

Publicado pelas Edições CNBB, mais uma obra para celebrarmos cada vez melhor e com mais espiritualidade.

Deixe a Flor Desabrochar

Elementos da Pastoral Litúrgica

Vejam no site da CNBB:

www.edicoescnbb.com.br/loja/produto.php?loja=302647&IdProd=2332

 

 

Lançado na 27ª Semana de Liturgia o primeiro volume da Coleção 50 anos da SC.

Publicado pelas Edições CNBB em parceria com a ASLI.

 

Trata-se do livro

RAÍZES HISTÓRICAS E TEOLÓGICAS DA SC

 

 

Neste volume, encontram-se as palestras proferidas pelos assessores:

– Movimento Litúrgico no século XIX: origem e desenvolvimento até o Vaticano II – Dom Emanuele Bargellini, OSB Cam;

– Exegese Patrística e Catequese Mistagógicas – Dom Emanuele Bargellini, OSB Cam;

– Avanços e Limites do Movimento Litúrgico no Brasil – Frei José Ariovaldo da Silva, OFM.

– Realinhar-se com o Espírito da Sagrada Liturgia: necessária e desafiante tarefa eclesial – Frei José Ariovaldo da Silva, OFM.

 

Para adquirir os volumes, favor consultar as edições cnbb  – ver site das Edições CNBB   www.edicoescnbb.com.br

 

 

Publicações Pe. CristóvãoDworak, CSsR

Pe. Cristóvão Dworak, CSsR. Ofício da Imaculada Conceição. Orações, hinos e reflexões.São Paulo: Paulinas, 2013.

 

Pe. Cristóvão Dworak, CSsR.Celebrações para o Ciclo Natalino: Advento, Natal e demais solenidades.  Goiânia: CPP, 2008.

 

Artigos:

Pe. Cristóvão Dworak, CSsR.O mistério do Verbo. Revista Paróquias & Casas Religiosas.

Ano 7; N. 41. Março/abril, 2013, p. 42-43.

 

Pe. Cristóvão Dworak, CSsR. O Verbo entre nós. Revista Paróquias & Casas Religiosas.

Ano 6; N. 34. Janeiro / fevereiro, 2012, p. 52-54.

 

Pe. Cristóvão Dworak, CSsR. Encontro memorial. Revista Paróquias & Casas Religiosas.

Ano 6; N. 31. Julho/ Agosto, 2011, p. 66-68.

 

 

Amigos, foi publicada a minha 1ª obra:

 

Mistério Pascal na Homilia

Um serviço a comunidade por meio da liturgia da Palavra.

 

 

 

Um abraço a todos,

Pe. Marcelo Fróes

 

 

O MUNDO POSSUI UM FRANCISCO

 

Monsenhor João Alves Guedes

 

Abre-se a porta do avião e milhares de olhos se voltam para um hóspede que desembarca num país chamado Brasil. Era o sumo pontífice, o santo Padre Francisco ou, simplesmente, o papa, o Bispo de Roma, como ele prefere ser chamado.

Ao caminhar para o cumprimento das pessoas, já podíamos perceber que se tratava de alguém dotado de equilíbrio poucas vezes apreciado.

O veículo que o conduzia era simples e de cor diferente dos demais.

O vidro aberto nos possibilitava ver Francisco que nos recomendava    abrirmos as portas do coração, dos ouvidos e da inteligência, porque grandes surpresas estavam para acontecer.

O povo vibrava.

Nem a incompetência das pessoas responsáveis pela segurança papal atrapalhava o doce homem de branco, Cristo entre nós. Aliás, uma leitura do que ele nos queria dizer com o vidro do carro aberto é forte demais.

Ao longo do percurso, iniciava-se um lindo ritual de tomar as crianças nos braços, neste país onde as crianças, os idosos e os pobres não encontram abertas muitas portas de casas, hospitais e escolas.

No encontro com as autoridades desta terra, Francisco revelou que trazia um presente para esta Nação, que, às vezes, bate nos fracos e protege os mais fortes. Ele trouxe Jesus Cristo.

Na cidade do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa que guarda tantas belezas e tantas pobrezas, era fácil vermos as bandeiras que tremulavam em cento setenta e cinco países-cores; os jovens repletos de brilhos, envolvidos pelas danças, que cantavam no frio e na chuva.

Não queríamos o “papa móvel”, mas o “papa imóvel”. Todos queriam tocá-lo e dizer: “Francisco, eu te amo, o Brasil e o mundo te amam.”

No Santuário de Aparecida, Francisco falou com a Mãe e a Mãe certamente sorriu para ele.

Na comunidade de Varginha e no hospital São Francisco, contemplamos um dos momentos fortes da presença de Francisco entre nós: o papa falou, caminhou, sorriu, emocionou, abraçou e abençoou muitos irmãos nossos, esquecidos da sociedade e vitimas das agruras das mais diversas necessidades. Como se sentirão os idosos, os jovens necessitados e as crianças depois que Francisco esteve com eles?

A exemplo do Francisco de Assis, nosso Francisco parecia chamar de irmãos os montes, as colinas, os pássaros, as praias, as ruas, mas guardava para as pessoas um aconchego especial.

As pessoas estavam deslumbradas: lágrimas brotavam de emoção em milhares de faces. Os corações batiam mais forte. O céu parecia estar mais vizinho de todas as pessoas. O Campo da Fé, local anteriormente programado para receber os peregrinos e o Papa, estava repleto de lama. Ninguém previu  que poderia chover ?!..Então, lembrou-se de Copacabana; ah, Copacabana! Ali, sempre existiu um campo de beleza, de ternura, de cantos e encontros, de versos e poesia. Naquele lugar atapetado pela areia e enfeitado pelas águas quase dez milhões de pessoas se aglomerou durante as quatro celebrações do Papa Francisco. O coração do povo se alegrava, a fé aumentava, renascia a esperança e o desejo de “ver” o céu amadurecia.

Nunca vimos na história do Rio de Janeiro tanta gente reunida cantando, rezando, vibrando e silenciando em momentos divinos quando a Trindade Santa falou através do barulho das ondas do mar. Quase quatro milhões de pessoas de todas as partes do mundo, presentes naquele histórico domingo de sol, sentia o amor de Deus agindo fortemente na história da humanidade de hoje, escrita com lágrimas, sangue e morte de tantos irmãos nos diversos continentes.

Como os momentos de transfiguração passam rápido e o Tabor não é morada definitiva, o Papa Francisco começava suas despedidas, no feliz domingo dia 28 de julho de 2013, na maior celebração da missa de envio. Todos os homens e mulheres presentes e ausentes foram enviados a buscarem a cultura do encontro.

Vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores, chefes das Nações, principalmente do Brasil não podem cultivar uma cultura em que existam privilegiados recebendo honras, glórias e fortunas em detrimento das dores do nosso povo, vítima da maldade da ganância do “ter mais”.

A simplicidade deve estar presente na missão dos bispos e padres para que eles sigam ao encontro do povo de Deus a eles confiado. Não se mede a seriedade dos homens que receberam o sacramento da Ordem pela suntuosidade de vestes, carros e casas, mas pela nobreza da pobreza evangélica.

Finalmente, Francisco retornou à Cidade Eterna, com sua maleta que contém alguns objetos e que, com certeza, levou, no coração, todos nós que o vimos e o ouvimos.

O Brasil, depois do Papa Francisco ter pisado em nossa terra, precisa ser melhor. Você e eu precisamos ser melhores.

Abençoe-nos, querido Papa Francisco, porque nós já o abençoamos.

 

(¹) Monsenhor João Alves Guedes – Escritor, Professor, Assessor de Liturgia do Regional Leste 1 da CNBB e Pároco da Igreja São Lourenço de Niterói RJ.

 

 

A Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia e a Summorum Pontificum

sobre o uso da Liturgia Romana anterior à reforma realizada em 1970.

 

O Sagrado Concílio quis que o Culto Divino, guardando o devido respeito e reverência, fosse renovado e adaptado às necessidades de nossa época. Esta tarefa foi realizada pelo primeiro documento do Concílio, a Constituição Sacrosanctum Concilium, que, em 2013, completa cinquenta anos, no dia 4 de dezembro. A aprovação dos livros litúrgicos reformados e de alguns apenas renovados foi feita pelo Santo Padre, o Papa Paulo VI.

A Igreja, mãe e mestra, através dos sumos pontífices Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, nunca proibiu e nem proíbe, para o bem dos fiéis, as formas litúrgicas anteriores ao Concílio como meios excelentes de santificação. Contudo, o Santo Padre, o Papa Bento XVI com a Carta Apostólica Summorum Pontificum de 7 de julho de 2007, estabelece que o Missal Romano promulgado por São Pio V e, novamente, publicado por João XXIII é a expressão extraordinária da Igreja. Não se trata de duas leis, mas de duas expressões legais da Igreja ou de dois usos do único Rito Romano.

As condições para a utilização do latim e do Missal publicado por João XXIII, em 1962, conforme a Constituição de Bento XVI, são as seguintes: todo sacerdote católico do rito latino pode utilizar tanto o Missal editado por João XXIII em 1962, quanto o Missal promulgado por Paulo VI em 1970, em qualquer dia não porém, durante o Tríduo Pascal; nos oratórios próprios dos Institutos de Vida Consagrada e de Vida Apostólica –  caso este uso seja frequente, habitual ou permanente, o assunto deve ser decidido pelos Superiores Maiores; os fiéis que pedem celebrações da Santa Missa podem ser atendidos, observando-se as normas do direito; sob a direção do Bispo, o pároco poderá atender a algum grupo estável de fiéis e celebrar a Santa Missa no antigo rito sempre atento a fim de  evitar discórdia mas favorecendo a unidade de toda a Igreja, principalmente em dias de semana; em circunstâncias particulares, o pároco pode permitir a celebração dos sacramentos, exéquias ou celebrações ocasionais; os padres que utilizam o Missal de 1962 devem ser idôneos; nas igrejas que não são paroquiais nem conventuais, cabe ao Reitor conceder a licença; e as leituras podem ser proclamadas em língua vernácula nas edições reconhecidas pela Sé Apostólica.

O que está muito bem exposto pela autoridade do Sumo Pontífice é que não há dois ritos, mas duas expressões e modalidades de se celebrar o mesmo Mistério Pascal. Conclui-se, portanto, que não se pode, aleatoriamente, utilizar a forma extraordinária anterior ao Concílio Vaticano II com a mesma evidência que a da forma ordinária trazida pela Constituição Sacrosanctum Concilium. O Papa Bento XVI teve o cuidado de conservar a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei de João Paulo II, de 1988, responsável por vigiar a observância e a aplicação das disposições emanadas da Constituição Apostólica Summorum Pontificum do Papa Bento XVI de 7 de julho de 2007.

O Santo Padre, no final da Constituição citada, escreve uma carta a todos os Bispos para dar-lhes maior segurança e mais orientações quanto à autoridade do Concílio que nunca pode ser colocada em dúvida e solicita aos senhores Bispos, após três anos do Motu Proprio, que enviem um relatório sobre as experiências colhidas no uso da forma do Rito anterior ao Concílio.

Creio que uma boa dose de sensatez, nestes cinquenta anos da SC, seja essencial aos presbíteros quanto ao uso da forma de celebrar a Santa Missa no rito anterior ao Concílio sem a devida sintonia com as normas da mãe Igreja. Se o padre celebra sozinho, tudo se torna normal, mas divulgar a celebração em latim como a forma ordinária é ferir a própria verdade.

Que nós, presbíteros, tenhamos a elegante sensibilidade de uma sintonia com o que determina a Santa Igreja. Que o querer da Igreja seja o nosso querer. Uma boa leitura da Summorum Pontificum, à luz da Sacrosanctum Concílium, há de nos fazer muito bem.

Monsenhor Guedes

 

Amigos, amigas, colegas liturgistas,

Acaba de ser publicado um texto de minha autoria sobre a relação entre liturgia (SC) e missão da Igreja na sociedade (GS -Gaudium et Spes), resultado de uma palestra no ciclo de debates sobre o Vaticano II organizado pela União Marista do Brasil, ao longo do ano 2013:

BUYST, Ione. Liturgia para a sociedade que queremos, de acordo com o Vaticano II. In: UNIÃO MARISTA DO BRASIL. Utopias do Vaticano II; Que sociedade queremos? – Diálogos. São Paulo, Paulinas/União Marista do Brasil, 2013, pp. 107-124.

Abç.

Ione Buyst

 

 

 

Comunico-lhes que a coleção “Liturgia e Música” (da Ed. Paulus) acaba de ganhar dois novos volumes:

– GELINEAU, J. Os cantos da missa no seu enraizamento ritual. São Paulo: Paulus, 2013. (Liturgia e música, 9).

– WEBER, J. H. Introdução ao canto gregoriano. São Paulo: Paulus, 2013,. (Liturgia e música, 10).

Abraço a todos.

Frei Joaquim

 

 

Amigos, amigas, estudiosos da liturgia (e dos sacramentos!!), não deixem de ler o úlitmo n. da Revista Concilium (Ed. Vozes). É dedicado a Edward Schillebeeckx (1924-2009), cujos estudos sobre os sacramentos e a sacramentalidade da história humana continuam muito atuais.

A título de aperitivo: “Os sacramentos não estão dizendo ao mundo o que ele deve ser e como ele deve ser, mas estão revelando o que o mundo é verdadeiramente e o que as nossas vidas como seres humanos são verdadeiramente e, portanto, como nós podemos e devemos agir.” (Erik Borgman, p. 25).

Quem sabe, o estudo compartilhado dos artigos da revista possa nos levar à necessária reorganização e unificação do ensino da liturgia e dos sacramentos nos institutos de teologia. E, a partir daí, dar uma boa mexida na pastoral dos sacramentos. Ou, será preferível deixar o barco correr?…

Ione Buyst, liturgista

 

Caríssimos liturgistas,

Nosso site se enriquece com uma síntese do livro do nosso grande amigo Frei Joaquim Fonseca. Trata-se de uma obra feita por quem, de fato, além de grande conhecedor do assunto é também possuidor de uma grande coragem.  Vejam, a seguir, um pequeno resumo da obra já publicado na Revista de Liturgia.

Monsenhor João Alves Guedes

Obras do autor:

Domingo, Nascimento de uma Nova Criação

Editora: Ave-Maria
1ª edição

 

 

 

Celebrando e Aprendendo na Catequese

Editora: Paulinas
1ª edição

 

 

 

La Domenica

Editora: Città Nuova
1ª edição

 

 

 

MÚSICA RITUAL DE EXÉQUIAS: UMA PROPOSTA DE INCULTURAÇÃO

Joaquim Fonseca, OFM *

Introdução

No dia 09 de dezembro de 2009, na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, defendi a tese: A contribuição das “incelências” do Vale do Jequitinhonha para a inculturação da música ritual de exéquias da Igreja no Brasil. Trata-se de um acontecimento significativo, pois vi concretizado um projeto de longos anos que se encontrava na gaveta, à espera de um tempo oportuno para sua execução. O tempo se cumpriu e, com a graça de Deus, o projeto se realizou. De corpo inteiro mergulhei no universo das “incelências” de defunto, no intuito de encontrar aqui um viés para a inculturação da Música Ritual (MR) de exéquias. Como ‘filho’ do Vale do Jequitinhonha, não precisei buscar em outra região do Brasil aquilo que o Vale tem em abundância: as “incelências” e os “louvor de anjo”.1

Partindo do princípio de que cada povo tem sua música e que esta é uma das expressões mais profundas de seu jeito de ser, as “incelências” constituem o que de mais sublime o povo do interior do Brasil – aqui, especificamente, do Vale do Jequitinhonha – encontrou para dar seu último adeus ao ente querido. Daqui se deduz a força subliminar da música, inclusive nos momentos em que a comunidade se encontra fragilizada pela dor da perda de um de seus membros.

Uma tese estruturada em sete capítulos

O capítulo primeiro se ocupa do Vale do Jequitinhonha, no intento de obter alguns elementos básicos sobre a vida, a história e a cultura de seus habitantes. Num primeiro momento se discorre sobre a localização geográfica do Vale, suas riquezas minerais de outrora e sua pobreza de agora. Em seguida, a atenção se volta para a história dos seus primeiros habitantes: os índios. Por fim, o Vale do Jequitinhonha é apresentado como o “vale da resistência”, compreendido pelo viés da sobrevivência econômica e da luta pela preservação de sua cultura. Neste último, são destacados a música e o artesanato.

O capítulo segundo versa sobre as “incelências”, buscando detectar sua origem, características textuais e sua função ritual no contexto da sentinela.2

Como já foi dito, as “incelências” constituem um tipo de canto fúnebre de matriz popular, vastamente difundido no interior do Brasil e cumpre a função ritual de entregar a alma do ente querido aos cuidados dos anjos e santos, confiando-lhes a delicada missão de acompanhar, proteger e facilitar seu ingresso no Céu. Acredita-se, igualmente, que durante a longa viagem rumo ao Paraíso, a alma enfrenta inúmeras tentações do demônio, daí a indispensável proteção dos anjos e santos. O Arcanjo São Miguel e a Virgem Maria são os mais invocados.

Vale o alerta de que as “incelências” não são algo exclusivo do interior do Nordeste brasileiro, mas também são encontradas em outros estados como: Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul. Embora o costume de cantar “incelências” esteja cada vez mais raro, ainda se tem notícia de tal prática, em pleno século XXI, em alguns recônditos do Brasil.3

As “incelências” foram trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses. Contudo, é difícil determinar quando e como isso se deu em terras brasileiras. Quanto ao conteúdo, originariamente (em Portugal), as “incelências” são cantos de louvor. Tais ‘louvações’, na sua maioria, estão relacionadas aos santos de devoção, ou seja: o devoto canta e exalta as “excelências” de seu santo protetor. Este gênero de canto devocional pode ser encontrado em antigos manuais de devoção, publicados em Portugal, como: Coroa Seráfica Meditada(1751), Arco Celeste (1758), Mestre da Vida (1759), Ramalhete de Myrrha (1823) etc.

As “incelências” para defunto como as conhecemos hoje trazem resquícios dessa matriz laudatória originária. É comum em muitos desses cantos fúnebres aparecerem, logo nos primeiros versos, o nome do santo. Vejamos: a) Uma incelença de Nossa Sinhora, / os anjo chora e Maria adora / bem-aventurado quem está na glora; b) Uma incelença de meu santo São Grigório / despede dessa alma que ela hoje vai embora; c) Uma incelença, minha Santa Rita  / ocê leva essa alma e entrega na glora.

Vale lembrar que o texto de cada “incelência” se reduz, basicamente, a uma estrofe de poucos versos. O que torna sua execução prolongada é a exaustiva repetição, às vezes mudando uma ou outra palavra como: o número (Umaincelença…; duas incelença ….), a hora (Uma hora ele vai…; duas hora ele vai…), o grau de parentesco (Despede de seu pai…; despede de sua mãe…) etc.

Sob o ponto de vista musical, as “incelências” possuem uma estrutura simples e despojada. Há o predomínio do estilo silábico4 em graus conjuntos.5 São unicamente vocais, ou seja, dispensa o uso instrumentos musicais. Todavia, há uma exceção nos “Louvor de anjo” – “incelências” para crianças – que podem ser cantados com instrumentos musicais, inclusive de percussão. Aliás, o caráter laudatório aparece mais explícito nesse tipo de canto fúnebre.

O capítulo terceiro, por sua vez, aborda o tema da “morte” sob três vertentes: a) A partir da Bíblia, uma vez que aqui estão os fundamentos da fé cristã na vida após a morte; b) A partir do atual momento histórico, marcado pela mentalidade paradoxal de “negação” e “banalização” da morte e do morrer; c) A partir da ótica do catolicismo popular, buscando identificar a fonte que alimentou a concepção de morte centrada na “salvação individual da alma” e que ainda permanece viva em boa parte da população brasileira.

O capítulo quarto oferece uma visão panorâmica da celebração da morte (exéquias) segundo a práxis eclesiástica, compreendendo o momento da última agonia do moribundo até o sepultamento de seu corpo. Inicialmente, são abordados os ritos de “Encomendação da alma” e de “Encomendação dos agonizantes”; em seguida, os rituais de exéquias de 1614 e de 1969; e, finalmente, as missas pelos defuntos nos missais de Pio V e Paulo VI. Ao longo de todo o capítulo é dispensada especial atenção à MR.

O estudo desses rituais possibilitou evidenciar por um lado, a imensa riqueza dos ritos exequiais utilizados pela Igreja ao longo de séculos e, por outro, detectar certos impasses teológico-litúrgicos, cujos resquícios ainda persistem em alguns textos do atual Ritual de Exéquias e das missas pelos defuntos do missal de Paulo VI. Contudo, tal constatação não diminui aquilo que constitui o maior trunfo dos textos exequiais pós-Concílio que é o “restabelecimento da perspectiva pascal e eclesial”.6

Augura-se que esta perspectiva pascal e eclesial seja amplamente desenvolvida, numa futura edição do Ritual de Exéquias. Em se tratando da Igreja no Brasil, mais urgente se faz a elaboração de um ritual que melhor se adapte às diversas expressões da cultura brasileira. No que tange à MR, o escasso repertório para as exéquias é o prognóstico de que ainda há um longo trajeto a ser percorrido.

O capítulo quinto – Análise teológico-musical das “incelências” do Vale do Jequitinhonha – corresponde ao núcleo central da tese, ou seja, o levantamento e a análise dos elementos rituais (antropológicos e teológico-litúrgicos) das “incelências” do Vale do Jequitinhonha. O principal objetivo aqui é atender – embora parcialmente – ao apelo expresso nas “Observações preliminares” do Ritual de Exéquias atual, para que as conferências episcopais empreendam adaptações do mesmo ritual à índole das diversas culturas, incluindo suas expressões musicais.7

As “incelências”, entoados nas sentinelas de defunto são uma preciosa fonte de inspiração para os compositores litúrgico-musicais, pois essa etnomúsica religiosa, ao longo de séculos, foi para inúmeras pessoas alimento da fé e da esperança na ressurreição. A análise dos elementos rituais das “incelências” empreendida neste capítulo, além de contribuir na preservação da memória desse tipo de canto fúnebre – que se encontra em franco desaparecimento -, aponta pistas que, certamente, nortearão compositores (poetas e músicos) quanto à elaboração de uma MR de exéquias enraizada na cultura popular.

 

O capítulo sexto esclarece dois conceitos fundamentais: “Inculturação” e “Música ritual inculturada”. Na primeira parte, busca-se fazer o percurso fenomenológico do termo “adaptação”8 até o conceito de “inculturação”, assim como o define a Instrução: A Liturgia Romana e a Inculturação. A segunda procura estabelecer a relação entre música ritual e inculturação.

A inculturação, entendida no seu sentido mais amplo, implica um processo decorrente da mútua fecundação entre o evangelho de Jesus Cristo e a cultura autóctone. No que tange à liturgia, a inculturação é, destarte, conditio sine qua non para que haja a participação ativa e frutuosa dos fiéis na ação litúrgica, assim como nos assegura o Concílio Vaticano II.9 Consequentemente, a MR – como parte integrante da liturgia10– além de bíblico-litúrgica11 deverá, de alguma forma, expressar as características da comunidade de fé12 a que ela se destina para melhor cumprir sua função ministerial de introduzir os fiéis na dinâmica do mistério celebrado.

O capítulo sétimo propõe um repertório complementar para as exéquias, elaborado a partir das “incelências” do Vale do Jequitinhonha e das fontes bíblico-litúrgicas. Tal repertório se destina a três momentos celebrativos de exéquias, sob a presidência de ministros leigos, a saber: a) o “Velório”: celebração da Palavra a ser realizada em algum momento, enquanto o corpo do defunto estiver exposto à velação; b) a “Última encomendação e despedida”: a ser celebrado antes da saída do féretro para o cemitério; c) o “Sepultamento”: no cemitério, junto à sepultura.

Conclusão

Nesse estudo ficou comprovada, de forma satisfatória, a hipótese inicialmente levantada de que nas “incelências” do Vale do Jequitinhonha se encontram elementos rituais que contribuem para o processo de inculturação da MR de exéquias para a Igreja no Brasil. A proposta de repertório complementar para as celebrações do “Velório”, da “Última encomendação e despedida” e do “Sepultamento” – apresentada no último capítulo – é uma prova de que é possível, sim, elaborar uma MR de exéquias que, além de bíblico-litúrgica, apresenta características de uma etnomúsica religiosa de singular importância que são as “incelências”.

Em suma, o enfoque dado às “incelências”, ou seja, o da análise de seus elementos rituais confere ao trabalho em questão, originalidade e relevância para a ciência litúrgica, uma vez que dentre os vários estudos elaborados a partir das “incelências”, a que se teve acesso, nenhum deles abordou tal assunto sob o prisma da teologia litúrgica. No entanto, longe da pretensão de ter esgotado o assunto, esta dissertação poderá vir a ser o prelúdio de possíveis desdobramentos para futuras pesquisas no campo da teologia, a partir do ‘universo’ das “incelências”.

 

*Joaquim Fonseca é presbítero da Ordem dos Frades Menores (franciscanos), pertencente à Província Santa Cruz (Minas Gerais e Sul da Bahia). É bacharel em música e doutor em Liturgia. Foi assessor da CNBB para a música litúrgica (2003-2006) e coordenador geral do canto e da música na V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho de Aparecida, em 2007. É professor de Liturgia, Arte Cristã e assessora cursos de formação litúrgico-musical em todo o País. Coordenou a publicação do livro: “Liturgia das Horas – Música” (CNBB – Paulus). É o idealizador e coordenador da coleção: “Liturgia e música” da Editora Paulus.

 

Principais obras publicadas:

– O canto novo da Nação do Divino. São Paulo: Paulinas, 2000.
– Cantando a Missa e o Ofício Divino. 3. ed.São Paulo: Paulus, 2007 (Liturgia e Música, 1).
– Quem canta? O que cantar na Liturgia? 3. ed. São Paulo: Paulus, 2010 (Liturgia e Música, 6)
– Música ritual e mistagogia. São Paulo: Paulus, 2008 (Liturgia e Música, 7) – [Co-autoria com Ione Buyst].
O mesmo autor tem colaborado com diversos artigos sobre Liturgia e Música Ritual em livros, jornais e revistas do País.

1“Louvor de anjo” ou “Langue de anjo” é um tipo de canto fúnebre para sentinela de crianças. Distingue-se basicamente da “Incelência” – canto fúnebre para defunto adulto – pelo seu caráter festivo, podendo ser entoado com auxílio de instrumentos musicais e com dança.

2 O termo “sentinela” é tido aqui como sinônimo do que se costuma chamar de “velório”, ou seja: a reunião das pessoas ao redor do defunto.

3 No ano de 2003, a produtora de vídeos Opará lançou o DVD: Sentinela; Rituais fúnebres no Brasil sertanejo. Trata-se de um importante documentário que registra o canto de “incelências” em recentes sentinelas de defunto no Norte de Minas Gerais e no Oeste da Bahia. O produtor do referido documentário é Dêniston Diamantino.

4 Estilo “silábico”: Uma nota musical por sílaba. Existem também os estilos “neumático”: grupos de duas a quatro notas por sílaba e “melismático”: grupos floreados de muitas notas cantadas em cada sílaba.

5 A posição das notas na escala diatônica é chamada de grau. Quando no desenvolvimento da linha melódica não há o predomínio de saltos intervalares maiores do que uma 2ª (menor distância de uma nota para outra), se diz que tal melodia está construída por “graus conjuntos”. O cantochão é o melhor exemplo de estruturas melódicas em graus conjuntos. Existe também a expressão “graus disjuntos”, correspondente ao movimento melódico desenvolvido por saltos intervalares superiores a uma 2ª.

6 Cf. BROVELI, F. Exéquias. In: SARTORE, D.; TRIACCA, A. (Orgs.). Dicionário de Liturgia. São Paulo: Paulus, p. 431-432.

7 Cf. n. 21

8 Cf. SC n. 37-40

9 Cf. SC 14, 19, 30, 114, 121…

10 Cf. SC 112.

11 Cf. SC 121.

12 Cf. SC 119.

 

Frei Joaquim Fonseca

Obras do autor:

 

Cantando a missa e o Ofício divino

Editora: Paulus
3ª edição (2008)

 

 

 

Quem canta? O que cantar na liturgia?

Editora:Paulus
2ª edição (2009)

 

 

 

Música ritual e mistagogia

Editora:Paulus
1ª edição (2008)

 

 

 

Música ritual de Exéquias

Editora: Apostolado Litúrgico
Co-edição:O Lutador
1ª Edição

 

 

Liturgia das Horas: celebrar a luz pascal sob o signo da luz do dia
Autor:  Pe. Valeriano Santos Costa

 

Editora: PAULINAS – LIVROS
Formato: (14,0 x 20,0)

Detalhe: Liturgia das horas é um belo ensaio sobre a significação das preces recomendadas pela Igreja para a santificação do dia, chamando atenção para a sua vinculação ao tempo, mas, igualmente, à ação sacerdotal de Cristo comunicada à Igreja, pela recitação dos salmos, na perspectiva da ressurreição e do triunfo final de Jesus, na vinda do Reino. Analisa a tríplice oração das laudes, pela manhã, da hora média e o meio-dia e das vésperas.

A liturgia das horas representa o grau mais refinado da relação humana com o tempo, por causa do aspecto místico, que nos permite uma experiência de plenitude. Rezar, projetando a imagem de Deus no símbolo da luz, é um salto de qualidade que nem sempre é devidamente avaliado. O homem não apenas crê que Deus é luz, mas ele mesmo se intui como luz, por causa da imagem e semelhança divina.

É o que faz a riqueza da liturgia. Poderíamos dizer ainda que não existe ação litúrgica que sublinhe tanto o valor e o significado do tempo como a liturgia das horas. Ao conseguir fazer a verdadeira relação entre o passado e o futuro simbólicos, a oração das horas nos faz ultrapassar o tempo provisório e nos situa na plenitude de nossa vocação, que transcende o tempo e se realiza no definitivo de Deus.

 

Celebração do domingo ao redor da Palavra de Deus 
Autor:  Ione Buyst

 

Detalhe: Este livro oferece elementos de formação litúrgica para as comunidades poderem organizar, preparar e presidir suas celebrações de domingo com conhecimento de causa e criatividade. Trata da estrutura e dos vários elementos construtivos de uma litrugia cristã: assembléia, a Palavra de Deus, a oração, os gestos e as ações simbólicas.

Por isso, será útil também para quem lida com liturgia de modo geral, inclusive nas comunidades onde há missa todos os domingos. Prático e profundo ao mesmo tempo, lembra constantemente as bases bíblicas da tradição litúrgica. É fruto de meditação da Palavra de Deus, de participação atenta e orante nas celebrações das comunidades e da formação lirtúrgica oferecida às equipes de liturgia.

 

Ione Buyst [Bibliografia]

1 – Trabalhos Acadêmicos:

  1. A noção do Mistério Pascal no Documento de Medellín e as consequências para a celebração litúrgica”, tesina para o bacharelado de teologia, apresentada na Faculdade de Teologia N. Sra. da Assunção, 1984.
  2. Como fazer ciência litúrgica na América Latina hoje: princípios (= Dissertação apresentada à Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção de São Paulo, pra obtenção do grau de Mestre em Teologia na área de Liturgia). São Paulo, Faculdade de Teologia “Nossa Senhora da Assunção”, 1987.
  3. O hino “Cristo ressuscitou”. Relato e análise de uma experiência litúrgica como contribuição para a metodologia da ciência litúrgica (= Tese apresentada para a obtenção do grau de Doutorado em Teologia, com Especialização em Liturgia, à Comissão Julgadora da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção de São Paulo, sob a orientação do Prof. Dr. Pe. Gregório Lutz). São Paulo, 1993.

 

2 – Livros publicados (por editora):
Paulus:
BUYST, Ione. Como estudar liturgia; princípios de ciência litúrgica. 5ª ed. ampliada, 2007, São Paulo,  Paulus. (Col. Teologia e Liturgia).
BUYST, Ione. Pesquisa em liturgia; relato e análise de uma experiência. 2a ed. 2003. São Paulo,  Paulus, 1994. (Col. Teologia e Liturgia)
BUYST, Ione. Cristo ressuscitou; meditação litúrgica com um hino pascal.  São Paulo, Paulus, 1995. (Col. Teologia e Liturgia).
BUYST, Ione. Liturgia, de coração; espiritualidade da celebração. 2. ed. São Paulo, Paulus, 2007. (Col. Celebrar a Fé e a Vida).
BUYST, Ione, CARPANEDO, Penha, VELOSO, Reginaldo. Ofício Divino de Adolescentes e Crianças. São Paulo, Paulus, 2005.
BUYST, Ione & FONSECA, Joaquim. Música ritual e mistagogia. São Paulo, Paulus, 2008 (Col. Liturgia e Música).

Paulinas:
Col. Celebrar:
BUYST, Ione. Símbolos na liturgia. 4. ed, 2004, São Paulo, Paulinas (Col. Celebrar).
BUYST, Ione & Equipe da Casa das Mangueiras. Festa do batismo; da vivência de rua à vida em comunidade. São Paulo, Paulinas, 1988. (Col. Celebrar)
BUYST, Ione. Celebrar com símbolos. 3. ed. 2007, São Paulo, Paulinas (Col. Celebrar).
BUYST, Ione. Celebração do domingo ao redor da Palavra de Deus. 2. ed. revista e atualizada, Paulinas, São Paulo, 2006 (Col. Celebrar).
BUYST, Ione. Preparando Advento e Natal. 2. ed.São Paulo,  Paulinas, 2004 (Col. Celebrar)
BUYST, Ione. Preparando a Páscoa: quaresma, tríduo pascal, tempo pascal. 2. ed. São Paulo, Paulinas, 2005 (Col. Celebrar)
BUYST, Ione. A Missa; memória de Jesus no coração da vida. São Paulo, Paulinas, 2004 (Col. Celebrar).
BUYST, Ione. Equipe de liturgia. Sao Paulo, Paulinas, 2006 (Col. Celebrar).

Col. Rede Celebra:
BUYST, Ione. A Palavra de Deus na liturgia.  6. ed.  São Paulo, Paulinas,. 2006. (Col. Rede Celebra, 1)
BUYST, Ione. O ministério de leitores e salmistas. 9. ed. São Paulo, Paulinas, 2009. (Col.RedeCelebra, 2)
BUYST, Ione. Homilia, partilha da Palavra. 6. ed.  São Paulo, Paulinas, 2007. (Col. Rede Celebra, 3)
BUYST, Ione (org). Domingo, dia do Senhor. 2. ed. São Paulo, Paulinas, 2004. (Col. Rede Celebra, 5)
BUYST, Ione. Presidir a celebração do dia do Senhor. 2. ed. São Paulo,Paulinas, 2006. (Col. Rede Celebra, 6)
BUYST, Ione. Pão e vinho para nossa ceia com o Senhor. São Paulo, Paulinas, 2005 (Col. Rede Celebra, 7)
BUYST, Ione. Mística e liturgia; beba da fonte!. São Paulo, Paulinas, 2005 (Col. Rede Celebra, 8)

BUYST, Ione. O Segredo dos Ritos; ritualidade e sacramentalidade da liturgia cristã. São Paulo, Paulinas, 2011.

BUYST, Ione. Participar da liturgia. São Paulo, Paulinas, 2011.

Col. Livros Básicos de Liturgia:
BUYST, Ione & SILVA, José Ariovaldo. O mistério celebrado: memória a compromisso I. 2. ed. Siquem Ediciones/Paulinas, Valencia (Espanha)/São Paulo, 2006. (Col. Livros Básicos de Teologia, 9)
BUYST, Ione & FRANCISCO, Manoel João. O mistério celebrado: memória e compromisso II. Ediciones/Paulinas, Valencia (Espanha)/São Paulo, 2004. (Col. Livros Básicos de Teologia,10)

 

3 – Outras.
BUYST, Ione. Formação litúrgica; memória pessoal: Centro de Liturgia, 1985-2006.Edição própria, São Paulo, setembro de 2006/Ribeirão Preto, setembro de 2007.

 

4- Artigos na ´Revista de Liturgia´ e nos ´Cadernos de Liturgia´ (Centro de Liturgia, São Paulo):  vejam a lista completa até 2006, n. 194, em: Marcelino Sivinski & Frei José Ariovaldo da Silva, ofm (org.). Liturgia no coração da vida;comemorando a vida e ministério litúrgico de Ione Buyst. São Paulo, Paulus, 2006, pp.  214-9.

5- Artigos na Revista de Liturgia, de 2006 (n. 195) até 2009:
2006,   n. 195, p. 11, Oração eucarística: de pé ou ajoelhado?
n.195, pp. 21-3, Música ritual: uma entrada para o mistério, do rito à teologia e à espiritualidade.
n. 196, p. 13, Oração eucarística, para quê?
n. 196, p. 21-3, Comam do pão, bebam do cálice…; canto de comunhção.
n. 197,  p. 4-10, Novena de Natal: considerações teológico-litúrgico-pastorais.
n. 197, p. 15, oração eucarística, um todo indivisível.
2007,   n. 198, p. 21-4, Ouve-se na terra um grito.
n. 198, p. 27, Criatividade na liturgia.
n. 199, p. 6-9, O vosso coração de pedra…
n. 199, p. 28, O altar no centro das atenções.
n. 200, p. 8-11, Exulte de alegria; proclamação da páscoa.
n. 200, p. 26, Mistagogia: o que é isso?
n. 201, p. 8—10, A nós descei, divina luz.
n. 201, p. 25, Adentrando o mistério da vida.
n. 202, p. 8-10, Banhados em Cristo…
n. 202, p. 19, O segredo da liturgia: mística ´no´ corpo.
n. 203, p. 8-11, Uma ´louvação´na liturgia pelos falecidos.
n. 203, p. 19,  O método mistagógico.
n. 204, p. 11-13, Um hino para cantar o Natal.
n. 204, p. 25, Mistagogia hoje: como e quando?
n. 209, p. 4-7, Ecologia e liturgia.
2009,   n. 211, p. 88-9, A herança de Medellin na liturgia, 1.
n. 212, p. 11-12,  A herança de Medellin na liturgia, 2.
n. 213, p. 4-7, A pastoral litúrgica, entre a teoria e a prática.

2010, n. 217, jan/fev. O que liturgia tem a ver com ecologia.

  1. 218, mar/abr. Páscoa de Cristo, páscoa do universo.
  2. 219, mai/jun. Celebrando a aliança cósmica.
  3. 219, mai/jun. Conversas sobre o oficio divino das comunidades: ação memorial.
  4. 220, jul/ago. Sacramentalidade da liturgia em perspectiva cosmológica.
  5. 221, set/out. Potencial eco-pedagógico da liturgia?
  6. 222, nov/dez. Já é hora de despertar.
  7. 223, nov/dez. Um ofício de vigília para o natal?

2011, n. 224, mar/abr. Cátedras e outras cadeiras.

  1. 228, nov/dez. A Dom Clemente, profunda gratidão!

2012, n. 229, jan/fev. Mutirão: Sc 50 Anos (Editorial)

  1. 229, jan/fev. Como participar da vigília pascal.
  2. 231, mai/jun O Espírito Santo e nós: ‘parceria’ na liturgia.

 

6- Participação em publicações maiores – lista incompleta:
BUYST, Ione. Medellín na Liturgia. REB (Revista Eclesiástica Brasileira), ano 48, Fasc. 192, dez. 1988, pp. 860-75.
VV. AA. Ofício Divino das Comunidades. São Paulo, Paulus, 1a ed. 1988; 14a ed.
BUYST, Ione & CARDOSO, Ernesto Barros. Liturgia cristã. In: VV.AA. Curso de verão, ano IV. São Paulo, Paulinas, 1990,p.49-92.
BUYST, Ione. Leitura orante da Bíblia como caminho de espiritualidade. In: CCJ (Centro de Capacitação da Juventude), Espiritualidade: algo novo está nascendo. São Paulo, 1996. (Cadernos de Estudos da Pastoral da Juventude do Brasil).
BUYST, Ione. Barro e brisa; convite à experiência religiosa ritual. In: ANJOS, Márcio Fabri dos (org.). Teologia em Mosaico. Aparecida, SP, Editora Santuário, 1999, pp. 235-47:
BUYST, Ione. Signos y símbolos. In: CELAM. Manual de Liturgia. Vol. 2. La celebración del  misterio pascual. Santafé de Bogotá, D.C. (Colombia), 2000, pp. 327-385.
BUYST, Ione. Seguindo Míriam ao som do pandeiro: dançar a liturgia. In: SILVA, José Ariovaldo & SIVINSKI, Marcelino (org.) Liturgia, um direito do povo. Petrópolis, Vozes, 2001, pp. 229-238.
BUYST, Ione. Recordação da vida. In: VV.AA. A esperança dos pobres vive;coletânea em homenagem as 80 anos de José Comblin, São Paulo, Paulus, 2003, pp. 377-387.
BUYST, Ione. Sacramentalidade da liturgia na Sacrosanctum Concilium (SC), Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia. In: CNBB, Dimensão litúrgica.Seminário Nacional em comemoração aos 40 anos da Constituição sobre a Sagrada Liturgia. São Paulo, 10-13 março 2003. (Publicação interna), pp. 55-70.
BUYST, Ione. Espiritualidade litúrgica. In: Revista de Cultura Teológica, São Paulo, Ano XI, n. 44:31-40 jul./set. 2003.
BUYST, Ione. Beba da fonte; sobre o lugar da liturgia na espiritualidade cristã. In: SECRETARIADO NACIONAL DO 11. INTERECLESIAL DAS CEBs. CEBs: Espiritualidade libertadora; seguir Jesus no compromisso com os excluídos – Texto-base do 11. Intereclesial de CEBs. Belo Horizonte, Editora O Lutador, 2004, p. 112 ss.
BUYST, Ione. Eis o mistério da fé; a eucaristia como sacramento pascal. In: CNBB.Eucaristia na vida da Igreja. São Paulo, Paulus, 2005 (Estudos, 89), pp. 25-41.
BUYST, Ione. Liturgia da Palavra e liturgia eucarística, um só ato de culto; eucaristia como celebração da nova e eterna aliança. In: CNBB. Eucaristia na vida da Igreja. São Paulo, Paulus, 2005 (Estudos, 89), pp. 88-100.
BUYST, Ione. Liturgia (Entrevista). Caminhando com o Itepa, Passo Fundo RS, (23) 87, dez. 2007:12-17.
BUYST, Ione. Teologia e liturgia na perspectiva da América Latina; avanços e desafios. In: FAVRETTO, Clair & RAMPON, Ivanir Antonio (orgs.). Eu sou aquele que sou; uma homenagem aos 25 anos do Instituto de Teologia e Pastoral – ITEPA.Berthier, Passo Fundo, 2008, pp. 38-76.
CNBB. Liturgia em mutirão; subsídios para a formação. Brasília, Edições CNBB,  2007. [Vários capítulos].
CNBB. Liturgia em mutirão; subsídios para a formação, v. II. Brasília, Edições CNBB, 2009. [Vários capítulos].

Participação em audio-visuais…

  1. Oração e Celebração / Renovação litúrgica. In: Curso de Verão, ano IV. SãoPaulo, Verbo Filmes – CESEP, 1990. (Em parceria com Ernesto B. Cardoso. ).
  2. Missa, nossa ceia com o Senhor. Para compreender e celebrar melhor a eucaristia. São Paulo, Verbo Filmes, 2002.
  3. Liturgia: um olhar retrospectivo. São Paulo, Verbo Filmes, 2004.
  4. A eucaristia na Vida da Igreja. São Paulo, Verbo Filmes, 2005.  [Síntese do Seminário Nacional organizado pela CNBB, fev. 2005].
  5. Reconciliai-vos… CNBB & VERBOFILMES. [Síntese do Seminário Nacional organizado pela CNBB, fev. 2007].
  6. Pastoral litúrgica CNBB & VERBOFILMES.. [Síntese do Seminário Nacional organizado pela CNBB, fev. 2007], (em preparação).

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IONE BUYST, LIBROS TRADUCIDOS EN ESPAÑOL :
Equipos de litúrgia. CELAM (Consejo Episcopal Latinoacericano), Bogotá, 1992. (agotado).
Litúrgia del corazón; espiritualidad de la celebración. Paulinas, Bogotá, 1996. (agotado)
Los símbolos en la liturgia. Ediciones Dabar, México, 2001 (Col. Cuadernos de Liturgia).
El equipo de liturgia. Ediciones Dabar, México, 2002 (Col. Cuadernos de Liturgia).
Para preparar adviento y navidad. Ediciones Dabar, México, 2002 (Col. Cuadernos de Liturgia).
Para preparar la Pascua; Cuaresma, Tríduo Pascual, Tiempo de Páscua. Ediciones Dabar, México, 2003 (Col. Cuadernos de Liturgia).
Celebrar con símbolos, Ediciones Dabar, México, 2003 (Col. Cuadernos de Liturgia).
Celebración dominical de la palabra de Dios. Ediciones Dabar, México, 2003 (Col. Cuadernos de Liturgia).
La eucaristia; memoria de Jesús en el corazón de la vida. Ediciones Dabar, México, 2004.
BUYST, Ione & SILVA, José Ariovaldo. El misterio celebrado: memoria y compromisso I. Siquem Ediciones/Ediciones Dabar, Valencia (Espanha)/México D.F., 2004. (Col. Libros Básicos de Teologia,  11)
BUYST, Ione & FRANCISCO, Manoel João.El misterio celebrado: memoria y compromisso II. Siquem Ediciones/Ediciones Dabar, Valencia (Espanha)/México D.F., 2005. (Col. Libros Básicos de Teologia,12).

 

Frei Alberto Bechkauser

Obras do autor:

Cantar a Liturgia

Editora: Vozes
96 páginas
Peso: 126 gramas
3ª edição (2005)
Assunto: Teologia prática

 

Cantos e Oraçes

Editora: Vozes
Autor(es): Irmã Míria T. Kolling (coord.), Frei José Luiz Prim (coord.), Frei Alberto Beckhäuser (coord.)
392 páginas
Peso: 422 gramas
1ª edição (2004)
Assunto: Liturgia

 

Cantos e Orações

Editora: Vozes
Autor(es): Irmã Míria T. Kolling (org.), Frei José Luiz Prim (org.), Frei Alberto Beckhäuser (org.)
1476 páginas
Peso: 3434 gramas
1ª edição (2004)
Assunto: Liturgia

 

Celebrar a vida cristã

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser
296 páginas
Peso: 320 gramas
9ª edição (2004)
Assunto: Liturgia

 

Meus Deus e Meu tudo

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser, OFM)
120 páginas
Peso: 152 gramas
2ª edição (2002)
Assunto: Franciscanismo

 

Os Fundamentos da Santa Liturgia

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser, OFM)
328 páginas
Peso: 478 gramas
1ª edição (2004)
Assunto: Teologia prática

 

Instruções geral sobre o Missal Romano

Editora : Vozes

Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser (apresentação)

168 páginas
Peso: 194 gramas
4ª edição (2005)
Assunto: Liturgia

 

Liturgia da Missa

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser
144 páginas
Peso: 172 gramas
11ª edição (2003)
Assunto: Teologia prática

 

Perigrinação da Etéria

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser (comentários), Maria da Glória Novak (introd. e notas)
144 páginas
Peso: 180 gramas
1ª edição (2004)
Assunto: Liturgia

 

Simbolos Litúrgicos

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser
99 páginas
Peso: 106 gramas
18ª edição (2004)
Assunto: Liturgia

 

Símbolos de Natal

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser
56 páginas
Peso: 84 gramas
5ª edição (2001)
Assunto: Liturgia

 

Viver o ano liturgico

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser, OFM)
320 páginas
Peso: 368 gramas
1ª edição (2003)
Assunto: Liturgia

 

Teologia Prática

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser
220 páginas
Peso: 268 gramas
2ª edição (1998)
Assunto: Teologia prática

 

Espiritualidade Mística

Editora: Vozes
Autor(es): Frei Alberto Beckhäuser
176 páginas
Peso: 126 gramas
1ª edição (1997)
Assunto: Espiritualidade e mística
Leia mais: http://www.asli.com.br/publica%c3%a7%c3%b5es/